Cotidiano

Oito anos depois, ‘Macarrão’ quebra silêncio e fala sobre assassinato de Eliza Samúdio

Eliza Samúdio

Em entrevista à revista Época, Romão que foi condenado a 15 anos de prisão pelo envolvimento no crime, contou que juntamente com um primo, menor de idade, sequestrou Eliza e Bruninho a mando do goleiro. No meio o caminho, o adolescente teria agredido a modelo com uma coronhada na cabeça, por isso, a polícia encontrou sangue no banco do carro. A princípio, o destino de Eliza foi o apartamento de Bruno no Rio, onde ela e o filho permaneceram vigiados por dois dias.Macarrão-Priscila PetrusLogo depois, “Macarrão” recebeu a ordem de levar a vítima para o sítio de Bruno e no dia 10 de junho entregou a mulher ao executor, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o “Bola”. Macarrão conta que não conhecia Bola e que apenas levou Eliza ao ponto de encontro, próximo ao centro de treinamento do Cruzeiro em Belo Horizonte: “Não matei, só levei para matar”, afirma.
Segundo ele, tudo foi planejado por Bruno e ele apenas obedeceu o “ex-patrão”, como se referiu ao goleiro durante toda a entrevista. Luiz também garante que não sabe onde o Eliza foi morta e que jamais atirou partes dela para um cachorro, como afirmou um dos envolvidos. Ele disse ainda, que procurou não saber de detalhes do crime e que se arrepende.
Henrique está no regime aberto desde junho de 2016, atualmente é evangélico e trabalha como zelador na Igreja do Evangelho Quadrangular, em Pará de Minas (MG). Ele e a família congregam no lugar há quase dois anos. Assim que chegou a igreja, sofreu rejeição por parte dos membros, muitos chegaram a deixar o templo por não concordarem com a permanência do detento no lugar.
Hoje ele diz que já sabe lidar com a questão, mas afirma que quer deixar o passado como “Macarrão” para trás: “Não sou aquele monstro. Meu nome não é Macarrão. Eu sou Luiz Henrique. Sempre fui moleque bom, trabalhador”, desabafa.Oito anos depois, Macarrão’ quebra silêncio e fala sobre assassinato de Eliza Samúdio: ’Não matei, só levei pra matar’

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