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Gilmar manda soltar mais quatro presos pela Lava-Jato

Em menos de um mês, ministro libertou 19 pessoas presas por ordem de Bretas

Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura de Rony Hamoui, Paulo Sérgio Vaz Arruda, Athos Albernaz Cordeiro e Owaldo Prado Sanches, investigados na Operação Câmbio, Desligo por suposto envolvimento em uma das maiores redes de lavagem de dinheiro do país com base no Rio de Janeiro. A operação faz parte do desdobramento da Operação Lava-Jato no Rio.

Desde o dia 15 de maio, Gilmar já soltou 19 pessoas presas por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, responsável pela Lava-Jato, incluindo Milton Lyra, apontado como operador do PMDB, e Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio-RJ.

Gilmar Mendes-Priscila Petrus

Para Mendes, não haveria razão para manter os quatro presos porque os crimes imputados a eles teriam sido cometidos há muito tempo. O ministro argumenta ainda que não há indicativo de que os supostos crimes tenham sido cometidos com base em ameaça ou violência física.

O ministro sustenta ainda que a permanência dos quatro na cadeia não ajudaria, necessariamente, na recuperação dos recursos supostamente desviados pela organização, fundamento das ordens de prisão emitidas por Bretas. “Pois recursos ocultos podem ser movimentados sem a necessidade da presença física do perpetrador”, explicou o ministro.

No mesmo despacho, Mendes determinou que os quatro investigados entreguem passaportes à Justiça em até 48 horas e se abstenham de manter com outros investigados. Eles estão proibidos de deixar o país. A rede de doleiros é acusada de participar da lavagem de boa parte do dinheiro supostamente desviada pelo ex-governador Sérgio Cabral e alguns de seus principais ex-auxiliares dos cofres públicos do Rio de Janeiro. Os quatro foram identificados a partir das delações dos doleiros Renato e Marcelo Chebar.

Mendes decidiu, no entanto, manter a prisão de Sérgio Mizrahy, outro investigado na mesma operação. Para Mendes, “além de realizar operações de câmbio não autorizadas, ele atuava como doleiro e agiota”. O ministro entende que, neste caso, a soltura do doleiro “representa risco à ordem pública”.

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