Maranhão

Justiça nega domiciliar e mantém presa patroa que torturou doméstica no MA

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve, nesta sexta-feira (8/5), a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos. Ela é investigada pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA) por agredir uma empregada doméstica grávida de seis meses no município de Paço do Lumiar, na Grande São Luís (MA).

Presa em Teresina (PI) na última quinta-feira (7/5), a patroa que agrediu Samara Regina, de 19 anos, será transferida para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM) em São Luís (MA).

O delegado Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, confirmou que a Justiça também manteve a preventiva do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de ajudar a patroa a torturar a doméstica grávida.

 

A defesa de Carolina havia entrado com um pedido para reverter a prisão preventiva em domiciliar. Solicitação negada pelo TJMA.

No depoimento prestado à Polícia Civil do Maranhão (PCMA), Carolina só respondeu aos questionamentos quanto a sua qualificação e ficou em silêncio ao ser questionada sobre os fatos, segundo informou a advogada Nathaly Moraes.

Empresária detalhou agressões
As agressões ocorreram no dia 17 de abril, após a patroa acusar a doméstica de ter roubado uma joia. Carolina Sthela tem vasto histórico de polêmicas na Justiça envolvendo condenações de calúnia e roubo.

O delegado Walter Wanderley disse que Carolina e um comparsa colocaram a funcionária, Samara Regina, de 19 anos, de joelhos, enquanto a agrediam. Em áudio enviado a amigos em um grupo de aplicativo de mensagens, a empresária detalhou as agressões.

A empresária contou com a ajuda de um amigo, o policial militar Michael Bruno Lopes, que estava armado no data do crime e teria segurado a vítima enquanto a patroa desferia as agressões.

Condenações anteriores
Carolina já foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), em 2024, pelo crime de calúnia contra uma ex-funcionária. À época, a empresária acusou uma babá de roubar uma pulseira de ouro. A informação consta na sentença.

O caso ocorreu em 27 de janeiro de 2024. Na ocasião, Carolina enviou uma mensagem de áudio à babá, ameaçando-a de registrar um boletim de ocorrência na delegacia e acusando-a de ter roubado uma pulseira de ouro pertencente ao seu filho.

A Corte entendeu que a falsidade da imputação era evidente, uma vez que Carolina não apresentou provas que demonstrassem a autoria do furto, baseando a acusação apenas em suspeitas. A Justiça considerou o crime de calúnia consumado, destacando que a mensagem foi enviada na presença do marido da acusada, o que configurou a publicidade da ofensa.

Carolina foi condenada a seis meses de detenção, pena que foi substituída por prestação de serviços à comunidade por preencher os requisitos legais. A sentença também determinou o pagamento de R$ 4 mil como indenização por danos morais à vítima.

A empresária também já foi condenada por fraudar, furtar e dar prejuízo superior a R$ 20 mil à própria irmã em uma escola de natação.

Priscila Petrus

Jornalista, Pós Graduada em Políticas Públicas, Tráfego Pago.

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