MPCE denuncia sete suspeitos pela morte da estudante Cecília Rachel

0
Cecília Rachel-Priscila Petrus

[dropcap]S[/dropcap]ete pessoas foram denunciadas à Justiça por envolvimento na morte da estudante de Direito Cecília Rachel Gonçalves Moura, de 23 anos, vítima de latrocínio em 12 de abril no Parque Manibura, em Fortaleza. A denúncia foi apresentada nesta quinta-feira (3) pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio da 8ª Promotoria de Justiça Criminal de Fortaleza.

Cecília foi baleada na cabeça por volta das 8h30 quando ia à à 3ª Promotoria de Justiça, do Ministério Público Estadual, onde trabalhava como estagiária. Após o tiro, a garota perdeu o controle do veículo e colidiu com um muro na Rua Onofre Sampaio Cavalcante.

Denunciados

Foram denunciados por estarem diretamente ligados ao latrocínio, de acordo com inquérito da Polícia Civil, Rodrigo Barbosa de Moura, Leonardo Lima do Nascimento, Antônio Honorato Pinheiro Macedo Filho, Jefferson de Sousa Rodrigues e Geanderson da Silva Barbosa. Este último é apontado como autor do disparo que matou a estudante.

Os denunciados responderão também pelos crimes de receptação, adulteração de sinal identificador de veículo e por integrar organizações criminosas. Foram ainda denunciadas à Justiça Antônia Alexandre do Nascimento, esposa e considerada “sócia” de Jefferson nos negócios ilícitos da organização criminosa, além de Jéssica Ferreira Oliveira, que repassava aos demais membros da organização as informações sobre operações da Polícia, embaraçando as investigações dos crimes.

Para o titular da 8ª Promotoria de Justiça Criminal de Fortaleza, Felipe Diogo Frota, “os crimes foram todos muito bem elucidados, todas as hipóteses aprofundadas, não havendo mais nenhuma dúvida de que o fato principal se tratou de um lamentável latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte da vítima, ainda que não tenha sido concretizada a subtração do veículo.”

Na denúncia, o MP solicitou à Justiça que todos os denunciados respondam presos ao processo, em razão das provas de que os suspeitos praticavam roubos armados – sobretudo de veículos – com frequência, com várias outras vítimas identificadas.

O Ministério Público também argumentou que alguns dos denunciados já passaram anteriormente pela audiência de custódia, mas haviam sido soltos e estavam sob monitoramento eletrônico (tornozeleira), sendo, no entender do MP, infrutífera a adoção de qualquer medida cautelar alternativa à prisão.

comentários

comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui