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Pesquisa Datafolha: Bolsonaro, 26%; Ciro, 13%; Haddad, 13%; Alckmin, 9%; Marina, 8%

DATAFOLHA

Saiu a nova pesquisa Datafolha, com dados colhidos ainda hoje, dia 14. A migração do voto de Lula para Fernando Haddad, em especial no Nordeste, ganhou força e puxou o percentual do candidato para 13%, fazendo-o encostar em Ciro Gomes, que resistiu à primeira grande tsunami lulista e permaneceu com os mesmos 13%.

Bolsonaro oscilou dois pontos para cima e agora tem 16% das intenções de voto. Marina, com 8%, foi para trás de Alckmin, com 9%.

Entretanto, para entender as tendências eleitorais, precisamos olhar para os dados estratificados do Datafolha, que foram disponibilizados numa página de gráficos dinâmicos da própria Folha.  Eu printei alguns para a gente comentar.

Haddad disparou entre os mais pobres, que ganham até 2 salários de renda familiar: saiu de 10% no dia 10 para 16%. Ciro resistiu nesse segmento, com 13%, mas Marina continuou caindo e agora está atrás de Alckmin.

Haddad avançou, com muita força, no Nordeste, onde passou de 11% para 20%, assumindo a liderança na região e empatando tecnicamente com Ciro, que oscilou 2 pontos para baixo e agora tem 18%. Bolsonaro, portanto, agora está em terceiro lugar no Nordeste, embora tenha tenha avançado 3 pontos na região, de 14% para 17%.  O voto nordestino em Marina está se pulverizando, e Alckmin não decola.

No Sudeste, Ciro oscilou dois pontos para cima e ultrapassou Geraldo Alckmin, o qual, por sua vez, perdeu dois.

Ciro, portanto, agora está em segundo lugar no Sudeste, com 12%. Haddad também avançou 2 pontos no Sudeste e foi para 9%.  Bolsonaro oscilou 1 ponto para cima e agora tem 28% no Sudeste.

 

No recorde por escolaridade, Haddad avançou fortemente entre os eleitores que tem apenas até o ensino fundamental, de 8% para 14%, mas Bolsonaro também cresceu 3 pontos neste segmento, e mantém a liderança, com 18%. Também aí Ciro resistiu à tsunami lulista e manteve seus 12%. Já Geraldo e Marina não resistiram e despencaram.

 

Entre eleitores com educação até o ensino médio, Bolsonaro mantém liderança isolada, com 29%. Haddad avançou 3 pontos e empatou com Ciro, em 12%.

 

Entre eleitores com ensino superior, Jair Bolsonaro ganhou 2 pontos, e foi a 32%. Ciro também avançou 2 pontos neste segmento, e agora tem 16%. Haddad tem 13% entre os mais instruídos.

 

Entre o eleitorado mais jovem, até 24 anos, Ciro obteve sua melhor performance, crescendo 3 pontos, para 18%, assumindo um segundo lugar isolado, depois de Bolsonaro, com 27%, que ficou parado. Haddad cresceu também, mas ainda está longe, em 10%. Marina e Alckmin perderam votos da juventude.

 

Agora vamos aos cenários de segundo turno. Ciro Gomes ampliou sua vantagem sobre Alckmin, que era de 4 pontos no dia 10, para 6 pontos agora: 40% X 34%.

 

No embate com Bolsonaro, o capitão avançou 3 pontos, mas ainda perde para Ciro por 7 pontos de diferença: 45% X 38%.

Ciro é o candidato que tem o melhor desempenho contra Bolsonaro. Geraldo Alckmin, por exemplo, pontua 41% a 37% contra o capitão, uma diferença de 4 pontos. Haddad fica 1 ponto atrás de Bolsonaro no segundo turno: 41% a 40%.

 

 

Haddad melhorou sua performance no segundo turno com Geraldo Alckmin, mas ainda perde por 8 pontos: 40% a 32%.

 

Ciro ampliou sua vantagem sobre Marina no segundo turno e hoje fica 12 pontos à frente da candidata da Rede: 44% X 32%.

 

No embate entre Marina e Fernando Haddad, a candidata da Rede reduziu sua vantagem, mas ainda ganha: 39% X 34%.

 

O Datafolha fez um cenário entre Ciro Gomes e Haddad. O candidato do PDT ganharia com uma grande diferença, de 18 pontos. Haddad teria 27%. O número de brancos e indecisos seria de 25%.

 

 

Agora passemos à última parte desta análise: a de rejeição. Como era esperado, Haddad está herdando a rejeição da classe média ao PT. Entre eleitores que ganham entre 5 e 10 salários, a rejeição a Haddad disparou para 45%, a maior de todos os candidatos; Bolsonaro, por exemplo, tem rejeição de 37% neste segmento. O candidato menos rejeitado na classe média é Ciro Gomes, com 28%.

 

A rejeição a Haddad disparou também entre eleitores com ensino superior, indo de 33% para 40%, aproximando-se da de Bolsonaro, que caiu de 48% para 45% neste segmento.

Bolsonaro tem um grave problema de rejeição entre os mais pobres, e que inclusive continua crescendo: oscilou 1 ponto para cima desde o dia 10 e hoje está em 47%.

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