Saúde confirma 176 casos de toxoplasmose

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Toxoplasmose-Priscila Petrus

Número de casos de toxoplasmose em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, aumentou de 105 para 176. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (4). O surto da doença em Santa Maria foi confirmado no dia 19 de abril.

No total, 421 casos suspeitos chegaram aos conhecimento das autoridades. Destes, 26 foram descartados, mas 219 ainda estão sob investigação.

Entre os 176 confirmados, 20 são gestantes. As gestantes fazem parte do grupo de risco, pois a doença pode comprometer o desenvolvimento do feto e até levar ao aborto.

Toxoplasmose

A toxoplasmose, cujo nome popular é doença do gato, é uma doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a doença pode ocorrer pela ingestão de oocistos [onde o parasita se desenvolve] provenientes do solo, areia, latas de lixo contaminadas com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua e mal cozida infectada com cistos, especialmente carne de porco e carneiro; ou por intermédio de infecção transplancentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriam a infecção durante a gravidez.

Sintomas

Em alguns casos os sintomas não se manifestam, mas podem ser:

  • Febre;
  • Cansaço;
  • Mal estar;
  • Gânglios inflamados.

O período de incubação da toxoplasmose vai de 10 a 23 dias quando a causa é a ingestão de carne, e de 5 a 20 dias quando o motivo é o contato com cistos de fezes de gatos.

Prevenção

A Sociedade Brasileira de Infectologia lista algumas medidas de prevenção:

  • Não ingerir carnes cruas ou malcozidas;
  • Comer apenas vegetais e frutas bem lavados em água corrente;
  • Evitar contato com fezes de gato. As gestantes, além de evitar o contato com gatos, devem submeter-se a adequado acompanhamento médico (pré-natal). Alguns países obtiveram sucesso na prevenção da contaminação intrauterina fazendo testes laboratoriais em todas as gestantes;
  • Em pessoas com deficiência imunológica a prevenção pode ser necessária com o uso de medicação dependendo de uma análise individual de cada caso.

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