Tira-dúvidas: 5 perguntas comuns de quem é diagnosticado com Covid-19

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Os pacientes devem ficar atentos aos sintomas e prazos para saída do isolamento e evitar a transmissão do vírus.

Mais de um ano se passou desde que a Covid-19 foi considerada uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Desde então, o mundo aprende diariamente sobre o comportamento do novo coronavírus e as consequências da infecção.

O diagnóstico ainda gera medo e muitas dúvidas. Veja algumas das dúvidas mais recorrentes sobre o processo de recuperação da Covid-19.

Quando o paciente é considerado curada?

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), os pacientes com quadros mais leves da infecção, que estão se recuperando em isolamento em casa, podem ser considerados curados com três situações associadas:

Não apresentar febre há pelo menos 24 horas, sem uso de medicamentos;
Ter melhora dos sintomas como tosse, mal-estar geral, espirros e dificuldade respiratória;

Ao fim de 10 dias desde os primeiros sintomas de Covid-19 – nos casos mais graves, este período pode ser estendido por 20 dias.

Já para pacientes que enfrentaram quadros mais graves, com a necessidade de internação hospitalar, a CDC sugere que sejam acrescentados à lista dois testes de detecção do vírus com resultado negativo, feitos com mais de 24 horas de diferença.

Geralmente, estas pessoas demoram mais tempo para serem consideradas curadas, já que, devido à gravidade da infecção, o sistema imunológico tem maior dificuldade para combater o vírus.

Ter alta hospitalar é o mesmo que estar curado?

Não necessariamente. Em muitos casos, o paciente pode ter alta quando apresenta melhora dos sintomas e já não precisa ficar em observação contínua no hospital.

Nessas situações, a pessoa deve continuar em isolamento dentro de casa, evitando qualquer contato com os familiares até que os sintomas desapareçam e seja considerada curada.

Pessoas curadas podem transmitir a doença?

O CDC pressupõe que, depois que o paciente é considerada curado, não há mais o risco de transmissão da doença. No entanto, a entidade norte-americana afirma que ainda são necessários mais estudos com os recuperados.

Até o momento, é considerado que a pessoa curada da Covid-19 apresenta um risco muito baixo de transmitir o vírus.

Embora o paciente recuperado possa apresentar alguma carga viral durante várias semanas após o desaparecimento dos sintomas, o CDC considera que a quantidade de vírus liberada é extremamente baixa, não existindo risco de contaminação.

Até que todos sejam vacinados, as autoridades de saúde recomendam que os cuidados básicos como usar máscara, lavar as mãos frequentemente, cobrir a boca e o nariz sempre que precisar tossir e evitar estar em locais públicos fechados sejam mantidos.

É possível pegar Covid-19 duas vezes?

Sim. Alguns casos de reinfecções foram confirmados no mundo e, inclusive, no Brasil.

Estudos feitos com o sangue de pessoas recuperadas mostram que o corpo desenvolve anticorpos do tipo IgG e IgM que parecem garantir proteção contra uma nova infecção por Covid-19 por alguns meses.

De acordo com o CDC, após a primeira infecção, a pessoa é capaz de desenvolver imunidade por cerca de 90 dias, diminuindo o risco de reinfecção neste período.

Por isso, é importante que mesmo após o desaparecimento dos. sintomas e confirmação da cura por meio de exames, todas as medidas que ajudem a prevenir nova infecção sejam mantidas.

Existem sequelas da infecção a longo prazo?

Sim. As sequelas mais comuns da Covid-19 são fadiga, fraqueza muscular, dificuldade para engolir alimentos, perda de olfato e paladar, falta de ar, dificuldade para caminhar, queda de cabelo e perda de memória.

No caso das infecções mais graves, em que a pessoa desenvolve uma pneumonia, é possível que surjam sequelas permanentes, como a diminuição da capacidade pulmonar, o que pode causar falta de ar em atividades simples, como andar rápido ou subir escadas.

Ainda assim, este tipo de sequela está relacionada às cicatrizes pulmonares deixadas pela pneumonia e não pela infecção do coronavírus.

Outras sequelas também poderão surgir em pessoas que ficam internadas na UTI. Entretanto, nesses casos, variam de acordo com a idade e a presença de outras doenças crônicas, como problemas cardíacos ou diabetes, por exemplo.

(Com informações do portal Tua Saúde)
Saiba como o coronavírus ataca o corpo humano:

https://www.metropoles.com/saude/tira-duvidas-5-perguntas-comuns-de-quem-e-diagnosticado-com-covid-19

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