Maranhão

Gaeco deflagra operação por desvios de emendas parlamentares; vereador de São Luís e ex-vereador entre os alvos

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (15), a Operação Benedict, uma ampla ação que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em parceria com a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).

Entre os principais alvos da investigação estão o vereador de São Luís, Beto Castro (Avante), e o ex-vereador Umbelino Júnior. Ambos foram alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados.

Ao todo, a Justiça expediu 17 mandados judiciais, incluindo sete prisões preventivas e diversas medidas de busca e apreensão contra pessoas físicas e empresas supostamente envolvidas no esquema.

Sete investigados tiveram prisão preventiva decretada
A decisão judicial determinou a prisão dos seguintes investigados:

Lucivânia Silva Alves Siqueira;
Robson de Oliveira Siqueira;
José Roberto Santos Cunha;
Cristiana Serra Duarte Cunha;
Evânia Maria Sousa Nicácio;
Evano Hícaro dos Santos Soares;
Josué Santos da Silva, conhecido como “Gaspar”.
Segundo as investigações, o grupo seria responsável por operar mecanismos de desvio de verbas públicas destinadas a projetos e ações financiadas por emendas parlamentares.

Empresas também são alvo das investigações

Além das pessoas físicas investigadas, a operação cumpriu mandados em endereços ligados a empresas citadas no inquérito. Entre elas estão o Instituto Sê Tu Uma Bênção, a Comercial Alves e Serviços Eireli e o Escritório Elmo Contabilidade Ltda.

De acordo com o Ministério Público, as diligências visam reunir provas que possam esclarecer o destino dos recursos públicos e a eventual participação das empresas no esquema investigado.

Possível envolvimento de facção criminosa
Um dos pontos que mais chama atenção na investigação é a suspeita de participação de integrantes de organizações criminosas no desvio dos recursos. Conforme o MPMA, há indícios de que membros de facções tenham atuado no esquema, o que levou o caso a ser tratado no âmbito do combate ao crime organizado.

Inicialmente, mandados também haviam sido autorizados contra outras três empresas. No entanto, as medidas foram canceladas após a constatação de que os estabelecimentos já haviam encerrado suas atividades por meio de liquidação voluntária.

Investigações continuam
As equipes do Ministério Público, da Polícia Civil e da Polícia Militar do Maranhão seguem realizando diligências para o cumprimento das determinações judiciais. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre os valores que teriam sido desviados nem o alcance total do suposto esquema.

A expectativa é que novas informações sejam apresentadas ao longo do dia, à medida que a operação avance e os materiais apreendidos sejam analisados.

A Operação Benedict representa mais uma ação das autoridades maranhenses no combate à corrupção e às organizações criminosas que atuam na administração de recursos públicos.

Priscila Petrus

Jornalista, Pós Graduada em Políticas Públicas, Tráfego Pago.

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