Professores da rede municipal vão às ruas clamar por reajuste salarial

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No primeiro dia de greve dos professores da rede municipal de ensino de São Luís, a categoria parou todas as escolas e foi às ruas pressionar o prefeito Eduardo Braide a conceder reajuste salarial nos percentuais reivindicados pela categoria – 33,24%, correspondente ao piso nacional do magistério, e 36,56% para os educadores com nível superior.

De acordo com os líderes do movimento, a série de atos promovidos pelos grevistas reuniu cerca de 2 mil profissionais de educação e entrou para o calendário histórico de lutas dos educadores da capital maranhense.

A gigantesca mobilização de rua de professores e professoras da rede municipal saíram foi um dos momentos mais marcantes da luta da categoria por respeito e valorização.

Além de reajuste digno para toda a classe, os educadores de São Luís reivindicam escolas que ofereçam condições para os filhos e as filhas dos trabalhadores estudarem. Eles lembram que no período mais crítico da pandemia de Covid-19, as unidades de ensino que integram a rede municipal da capital ficaram fechadas, sem receber as reformas necessárias.
Fomos nós, professores e professoras que conduzimos o ensino remoto para que os estudantes tivessem direito à educação, transformando nossas casas em salas de aulas virtuais”, ressaltou o comando grevista nas redes sociais.

“Tudo fizemos para que a educação de São Luís não parasse, custeando-a com nossos recursos. Isso não é dito pela prefeitura em suas propagandas, nas quais insiste em colocar a população contra os professores e professoras”, lamentaram as lideranças.

Negociação frustrada
Segundo os trabalhadores do magistério, é importante relembrar que foram mais de dois meses de tratativas com a Prefeitura de São Luís, com cinco rodadas em Mesa de Negociação. “Estivemos abertos ao diálogo. No entanto, a Prefeitura de São Luís ofereceu uma proposta de 5% de reajuste aos trabalhadores com nível superior e atualização do piso para os que possuem nível médio (apenas 890 profissionais)”, relatou a direção do Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Pública Municipal de São Luís (Sindeducação), que conduz a greve com forte resistência.

Blitz nas Escolas

Nesta terça-feira (19), segundo dia de paralisação, os professores farão uma Blitz nas Escolas. Os grevistas percorrerão as Unidades de Ensino Básico (UEB’s) para conversar com os professores e professoras sobre a importância da adesão ao movimento. A Blitz nas Escolas será realizada nos turnos matutino e vespertino e terá como ponto de concentração a sede do Sindeducação, na COHAB, a partir das 8h, e à tarde, a partir das 13h.

O ato também será uma oportunidade para os professores conversarem com pais, mães e responsáveis dos alunos, com a intenção de convencê-los de que o movimento almeja uma educação pública de qualidade para toda a comunidade.

Em tempo: semana passada, pela primeira vez, o prefeito Eduardo Braide recebeu o Sindeducação e, na ocasião, se comprometeu a oferecer uma contraproposta nesta terça-feira, 19 de abril. No mesmo encontro, os líderes deixaram claro ao gestor que a greve estaria mantida e que aguardariam a proposta para apresentar à categoria, na quarta-feira, 20 de abril, em assembleia geral, já convocada para acontecer na Praça Maria Aragão, às 16h30.

Por-Daniel Matos

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