Cotidiano

A Divisão de Homicídios está trabalhando com execução na morte da vereadora Marielle

Homicídio doloso

[dropcap]A[/dropcap] principal linha de investigação da Divisão de Homicídios do Rio no caso do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), na noite desta quarta-feira (14), aponta para um homicídio doloso (quando há intenção de matar), segundo fontes ouvidas pelo UOL. A possibilidade de que o crime tenha sido uma tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte) é considerada remota.

A forma com o crime ocorreu, de acordo com um policial que atua na investigação, indica que os criminosos tinham por objetivo apenas matar a vereadora. Nada foi roubado. “A Divisão de Homicídios está trabalhando com execução. Ainda nem pensamos em outra possibilidade, mas tudo está sendo investigado”, afirmou.

A Polícia Civil do Rio já recolheu as imagens das câmeras de segurança da área do local do crime, que aconteceu no bairro do Estácio, região central do Rio, a 100 metros de uma estação de metrô e a 700 metros da prefeitura da cidade.

Marielle estava dentro de um carro quando foi assassinada. A vereadora voltava de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, na Lapa, também na região central, quando um carro emparelhou com o veículo em que ela estava e efetuou disparos.

A perícia identificou ao menos nove disparos contra o veículo, todos na direção da vereadora, que estava no banco de trás. Marielle foi atingida por ao menos quatro tiros e morreu na hora. O motorista Anderson Pedro M. Gomes, 39, também foi atingido pelos disparos e morreu no local.

Policiais disseram que os responsáveis pelo crime tinham conhecimento sobre a posição exata que a vereadora ocupava no veículo, que possuía vidros escuros.

A polícia busca também todas as câmeras de segurança do trajeto realizado pela vereadora para descobrir em qual ponto o carro começou a ser seguido.Uma assessora da vereadora que estava no carro foi atingida por estilhaços e levada imediatamente para o Hospital Souza Aguiar, no centro. Com ferimentos leves, ela foi liberada na madrugada e estava abalada emocionalmente.

A assessora terminou de depor à polícia por volta das 4h e não quis falar com a imprensa.

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